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Porque ainda assim quero continuar este blog, escrevo sobre um regresso.
Uma banda dos finais de 80, inícios de 90, chamada Prefab Sprout.
Composta por Paddy e Marty Macaloon, Neil Conti e Wendy Smith.
Paddy é considerado pelos críticos como um dos mais sobestimados e geniais cantores e letristas do final do século XX. Com letras subtis, maduras, ecléticas e algo excêntricas (e talvez seja essa a razão porque nunca tiveram muito sucesso nos Estados Unidos).
Lions In My Own Garden (Exit Someone) foi o seu primeiro lançamento que, graças à boa recepção inclusive por John Peel, resultou num contrato com uma subsidiária da CBS.
Swoon, em 1984 foi o álbum de estreia para o quarteto.
Apesar de ainda mostrarem um som embrionário com músicas difíceis de gostar à primeira, alguns já podiam antever o futuro desta banda.
Steve McQueen (nos EUA Two Wheels Good), de 1985, produzido por Thomas Dolby (outra figura dos 80's, criador de música electrónica e autor do maravilhoso The Golden Age Of Wireless).
Este disco abriu os Prefab Sprout a um público mais vasto mas em 1988 há uma mudança de estilo. From Langley Park To Memphis tem em The King Of Rock n' Roll e Cars And Girls os seus maiores êxitos.
Como o nome sugere, este álbum representa uma viagem à cultura norte-americana, com referências a Elvis e Bruce Springsteen. Apesar do maior sucesso, a banda reconhece que este disco fica aquém do anterior (sentimento partilhado pelos fãs dos trabalhos anteriores) e tenta compensar no próximo, Jordan: The Comeback. Mas antes disso a CBS recupera uma gravação anterior a Steve McQueen e lança-a com o título de Protest Songs.
Próxima de Steve McQueen em termos de sonoridade, é a forma que a editora arranja para acalmar os fãs dos Sprout.
É já em 1990 que sai Jordan: The Comeback, o meu preferido (cresci a ouvir isto e é dos primeiros discos pelos quais me apaixonei) e bastante eclético.
Um daqueles para ser ouvido com atenção às letras (se é que, no caso desta banda, não são todos).
Mas a produção e estrutura do disco (que funciona melhor em conjunto) não levou este trabalho aos tops de vendas, apesar de ser adorado pela crítica.
Pouco depois Conti abandonou a banda mas Paddy continuou a escrever e gravar.
Andromeda Heights, de 1997 foi uma desilusão para os fãs e críticos.
Apesar de manter o nível habitual dos Prefab Sprout, não acrescentou nada mais, nem era uma espécie de concept-album como o anterior.Wendy Smith deixou a banda depois de engravidar, deixando Paddy e o irmão, que ainda assim lançaram The Gunman And Other Stories, pela EMI, em 2001.
Um tributo ao Oeste Americano, produzido por Tony Visconti, considerado por alguns um álbum sobvalorizado e por outros um dos piores trabalhos do grupo.
Mas agora, depois de uma doença que afectou a visão e audição de Paddy Macaloon, surge Let's Change The World With Music, um disco gravado depois de Jordan: The Comeback que andou perdido até ter sido lançado em Setembro.
Neste disco Macaloon parece ter encontrado Deus. Inteiramente composto com sintetizadores, é a versão "demo" sem a presença de Marty ou de Wendy. Um disco que celebra o que a música tem de bom, com imaginário cristão, um concept-album como o que os fãs desejavam a seguir a Jordan: The Comeback.
Fazer um programa semanal pode tornar-se cansativo, especialmente se for feito por carolice. O Registos Sonoros começou em 2007 como um programa diário de 5 minutos e em 2008 passou a uma hora por semana. O objectivo era dar a conhecer músicas novas e falar um pouco sobre a sua história (se existisse). Isto permitiu-me fazer algo de que gosto e manter-me actualizado com as novidades musicais.
Mesmo assim, o programa começou a tornar-se cansativo e algures para Julho comecei a pensar arranjar outra coisa. A decisão não foi fácil mas optei por uma mudança de formato. Em breve começa então O Programa Mutante, feito com João de Sousa.
Mas não desesperem todos aqueles que gostavam de seguir as novidades. Isso vai continuar em O Programa Mutante, a par de outros conteúdos.
O Registos Sonoros também merece férias (acha ele), por isso volta na segunda semana de Setembro com todas as novidades (ou pelo menos as que couberem em 57 minutos).
Para facilitar (acho eu) este programa, as falas foram reduzidas ao mínimo. Assim podem fazer o download do programa e ouvir durante o verão. Para que não se percam no meio das músicas, fica aqui uma pequena descrição de todas as canções nesta hora de programa.
Air - Do The Joy
Novo single dos gauleses para Love 2, o disco que vai sair em Outubro.
Santigold - LES Artistes
O tema não é recente mas fica sempre bem no verão. Lançado como Santogold, agora a artista responde pelo nome de Santigold.
Ceci Bastida - Cuando Vuelvas A Caer
Esta cantora nascida no México passou pelo Registo na altura do South By Southwest. Com um pop bem disposto, fica sempre bem no verão.
Chris Garneau - Fireflies
Uma novidade, o segundo álbum de Garneau, El Radio, saiu a 7 de Julho.
Broken Records - If Eilert Lovebog Wrote A Song It Would Sound Like This
Banda que editou o primeiro disco este ano (pela 4AD) e está actualmente em tournée e começa a dar nas vistas.
Calexico - Victor Jara's Hands
Este tema é sempre um bom pretexto para visitar esta página da Wikipedia.
Whas Goud?/Highlife - F. Kenya Rip
Outra novidade é esta canção de uma banda que não sei bem de onde vem e se se chama só Highlife ou Whas Goud?/Highlife.
The Clientele - I Wonder Who We Are
Com data de lançamento do sexto disco programada para Outubro, esta canção serve de pré-audição.
Memory Tapes - Bicycle
Este tema é o único presente no myspace da banda. É o primeiro single do primeiro disco, que vai sair em Setembro.
Reverie Sound Review - Arrows
Apesar da música ser de 2007, esta é uma novidade no programa.
Metric - Help I'm Alive
Alguns acham que este é um dos melhores discos do ano até à altura. Se não é, fica lá perto.
Yeah Yeah Yeahs - Zero
As palavras dedicadas à canção anterior aplicam-se também a este disco.
Röyksopp - Happy Up Here
Confesso que ainda não ouvi Junior na totalidade, mas gosto muito deste tema, que fica tão bem no verão.
Placebo - Battle For The Sun
Mais um dos lançamentos deste ano, um pouco desinspirado mas com canções boas como esta.
Se quiserem fazer o download do programa para ouvir em qualquer lado,podem fazê-lo aqui
Estamos quase de férias, mas até lá ainda há muita música para descobrir.
Abrimos com Little Bribes dos Death Cab For Cutie, que é o mais recente vídeo da banda.
A propósito disto, acho que faz todo o sentido este vídeo dos Suede, que também toca no programa.
A seguir vêm muitos singles novos de discos já conhecidos. Of Montreal, Animal Collective, Antony And The Johnsons e Bloc Party. Nova música têm os Fiery Furnaces e os Portugal. The Man, que sim, têm um ponto final no nome. Espaço para novo vídeo já na segunda metade do programa. É Can't Stop Feeling dos Franz Ferdinand. O vídeo é muito bom, mas Kapranos podia ter vestido uma camisola sem nódoas (talvez seja estilo).
Slaraffenland passam pelo programa para apresentar o novo single, Meet And Greet, seguidos dos Bowerbirds. A propósito do novo disco de Ray Lamontagne, previsto para Outubro, recuperamos um tema do álbum anterior. Fever Ray e Sean Bones são as duas últimas novidades mas não as últimas músicas desta semana. Esse papel cabe a Michael Jackson, só porque me perguntaram porque não tinha passado uma música dele na semana anterior. Aqui está ela, é a Human Nature, do álbum Thriller. Escolhi-a porque adoro a mistura. Com umas boas colunas ou auscultadores dá para distinguir todos os sons. Experimentem se têm o disco original (que na net não é a mesma coisa).
Esta semana atrasado no post por motivos de força maior, estou agora em condições de apresentar o programa desta semana.
Abrimos com um remix de Mgmt por Justice e mantemos a onda electrónica com Daft Punk, Clock Opera e Air France.
Mudamos radicalmente para apresentar o novo disco dos Sonic Youth e seguimos em frente com Fruit Bats, Vetiver e Koko Von Napoo (sem dúvida o melhor nome desta semana).
Damos depois destaque a The Depreciation Guild e terminamos com Airborne Toxic Event, Circlesquare e Django Django.
Como prometido no programa Interstella 555, o filme feito a partir de Discovery, álbum dos Daft Punk.
O programa desta semana começa de forma estranha, antes do genérico,com os The Decks e a canção Skeleton.
Depois da entrada "oficial" do Registos, chegam os Loxsly com Battalions uma grande faixa, seguidos de perto pelos Sunset Rubdown, uma faixa grande, mas diversificada o suficiente para não cansar. E digam lá se não vos lembra os Editors (que estão a preparar o terceiro disco.)
Os Black Moth Super Rainbow e os Pocketbooks vêm a seguir na lista das novidades e fazem-nos entrar na parte electrónica do programa.
É nessa altura que abrimos um pequeno espaço aos Phoenix, que apresentam Lizstomania (do álbum Wolfgang Amadeus Phoenix, 2009) e recordam If I Ever Feel Better (United, 2000).
Annabel Alpers, ou melhor, Bachelorette, junta-se à festa, com a sua crítica ao mundo electrónico. Mindwarp, retirado a My Electric Family, disco que segue a tendência, ao espírito de Computer World dos Kraftwerk.
Com esta crítica fechamos a parte electrónica e voltamos ao rock, pop ou o que lhe quiserem chamar, com The intelligence e mais uma banda daquela meca da música que é Portland, os Viva Voce.
David, novo single dos Radio Dept. é o mote para que eu recorde, nostalgicamente, que já passei nos meus primeiros programas esta banda sueca.
Para fechar a hora (mais ou menos) Grizzly Bear apresenta Cheerleader, canção do seu novo álbum, Veckatimest.
Já que isto começou estranho, acaba estranho com War Tapes depois do genérico final.
Vídeo da primeira música que passei dos Radio Dept., Freddie And The Trojan Horse.
Antes de mais peço desculpa a todos pela falta de novidades, mas devido à boa aceitação do programa anterior (e convenhamos, à falta de tempo), o Registos Sonoros desta semana é uma playlist de músicas de 2009. Não pretende ser um best of, mas faz uma tangente.