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Esta semana houve uma catástrofe num país que não sei muito bem onde fica. Um grande incêndio que destruiu metade da capital e só foi travado porque há um grande rio que a corta a meio. 700 mil pessoas estão sem casa, fala-se de centenas de mortos, entre os que tentavam salvar outras pessoas e os que não resistiram ao ver a vida que tinham construído a desmoronar-se.
A comunicação social está em massa no local e mostra a todo o mundo imagens que horrorizam os mais sensíveis. Pequenos focos do incêndio fazem persistir uma grande nuvem de fumo que vai ocultando corpos carbonizados, pessoas a asfixiar e um pânico comum a todos os sobreviventes. Ainda não é tempo de enterrar e prestar homenagens aos defuntos. Há muita gente a precisar de ajuda.
Aqui e no resto do mundo, as companhias aéreas disponibilizam os seus aviões para fazer chegar ao local equipas de salvamento tão necessárias. Fazem-se peditórios globais para ajudar quem ficou sem nada. Ninguém dá a cara pela causa e ninguém tem segundas intenções. Ninguém lamenta o sucedido e toda a gente faz o que está ao seu alcance para ajudar. O mundo tem um rosto incógnito mas comum a todas as pessoas.
No entanto, sem hipocrisias, a vida continua no resto do mundo. As pessoas trabalham ou gozam a vida sem pena de quem vive uma tragédia, pensando apenas como seria se fossem elas a viver o drama na primeira pessoa.
Isto é o que acontece quando a «anti-homofobia» se confunde com modernidade. É bom porque assim se mudam mentalidades e aumenta-se a tolerância à comunidade homossexual. Mas numa visão menos profunda, pode-se concluir que a homossexualidade é uma moda.
Nunca gostei do Eduardo Madeira. A prestação dele ao lado da Bárbara Guimarães no M/F era péssima e conseguia piorar o programa que só por si era mau. Mas o novo programa da SIC não peca só pelas pessoas que dão a cara por ele. É muito mau.
Não apresenta nenhuma novidade substancial que uns Gatos Fedorentos ou similares não tenham feito antes.
Em dois programas - os primeiros, portanto os que mais tempo tiveram para serem preparados - não foi apresentado um único momento de bom humor. A figura de Sócrates foi denegrida como se isso bastasse para fazer humor. O Sporting foi humilhado duas vezes no mesmo programa como se isso fosse o caminho certo para fazer humor.
Os textos são pobres, o Marco Horácio faz uma interpretação razoável, o Eduardo Madeira não se safa. Provavelmente não darei o benefício da dúvida no próximo episódio e à primeira oportunidade mudarei de canal.
Fazer crianças de 12 anos escolher uma profissão é arriscado. E arredá-los de uma educação pluralista e construtiva ainda mais. Talvez haja demasiado facilitismo na educação, mas desviar os «menos bons» para um curso prático aos 12 anos, sem nunca terem aprendido um pouco de tudo e desconhecerem conceitos básicos de geografia, história ou matemática, parece uma tentativa de deseducação da sociedade.